Biografia

O Stone Sour (nomeado após uma bebida alcoólica consistindo de uma parte de Whisky, um pouco de suco de laranja e um mix azedo) foi formado originalmente em 1992 por Corey Taylor e o ex-baterista Joel Ekman. Amigo de Corey há muito tempo, Shawn Economaki juntou-se ao grupo como baixista.
A banda tocou em clubes e bares com diferentes guitarristas – muitas vezes ocupando essa vaga para apenas um show. Durante esse tempo, o Stone Sour gravou duas fitas-demo, em 1992 e 1994. Logo depois em 1995, James Root, entrou na banda.
O grupo estava completo, e em 1996 gravaram outra fita-demo, com músicas nas quais iriam ser usadas futuramente, no album auto-intitulado de Stone Sour.
Em 1997, a banda se separou quando Corey Taylor saiu para se juntar ao Slipknot, Root foi um ano mais tarde para o Slipknot, e Shawn foi para gerenciar o backstage; ele ficou em Des Moines e formou uma família.
Em 2000, Josh Rand aproximou-se de Taylor e fizeram músicas que deram muito trabalho.
Enquanto o Slipknot estava em tour, os dois trabalharam juntos por um ano e meio escrevendo e decidiram que o que tinham criado, era o suficiente para uma boa gravação. Eles produziram outra fita-demo, e no ano seguinte (com o nome da banda SuperEgo ainda), gravaram o “Click Here to Exit“, que nunca foi lançado.
Porém, isso era o bastante pra firmarem contrato com a Roadrunner Records.
Durante esse tempo, a banda teve mudanças de nome numerosamente conhecidas, incluindo Project-X e Closure. Após perceberem que os membros estavam fixados, e já tinham um estilo original de música, tiveram uma opção real: Stone Sour.
A banda gravou seu primeiro álbum auto-intitulado em Cedar Falls, Iowa, que foi lançado dia 31 de Julho no Reino Unido, e somente dia 1º de Agosto nos Estados Unidos.
Ajudado pela música “Bother” que fez parte da trilha sonora do primeiro filme da série Homem-Aranha, o álbum se transformou em ouro. Durante seis meses, a banda toda fez um tour, e após isso Taylor e Root voltaram ao Slipknot para outra turnê e outro álbum.
Em 2005, Joel (Baterista) deixa a banda, porque seu filho, de acordo com exames médicos, tem uma doença no cérebro. Com isso, Joel dá seu lugar para Roy Mayorga, ex SoulFly e a banda lança seu disco de maior sucesso: Come What(ever) May.
Bio 2010
Quando vimos o Stone Sour pela última vez, a banda três vezes indicada ao Grammy estava fazendo shows lotados pelo mundo para a turnê do álbum “Come What(ever) May” de 2006, que recebeu ótimas críticas, um sucesso imediato que ficou na quarta posição na lista dos 200 melhores álbuns da Billboard, vendeu mais de 500 mil cópias e emplacou três singles nas rádios, incluindo “Through Glass”. A Billboard descreveu o álbum como “uma intensa obra de arte”. Já a Alternative Press disse que a banda “são os mestres em surpreender” e que em uma América melhor, o Stone Sour seria o rosto que representaria o rock. A Revolver Magazine deu 4 estrelas para o álbum e parabenizou a banda por mostrar uma dinâmica avassaladora.
Quatro anos mais tarde, a banda voltou com uma perspectiva ainda maior e a determinação de fazer de “Audio Secrecy” um álbum diversificado e sem limitações de estilo. “É tudo o que eu sempre quis fazer em um álbum. É pesado, melodico, obscuro, é lento e lindo. Você vai ouvir uma coisa diferente a cada vez que escutar o álbum” diz Corey.
A banda gravou o “Audio Secrecy” com o mesmo produtor do álbum anterior, Nick Raskulinecz (que já trabalhou com Foo Fighters, Alice in Chains e Deftones) no Blackbird Studios, em Nashville. Quando não etavam gravando, passavam a maior parte do tempo escrevendo. “Essa casa foi um inferno. É muito velha então tudo estava quebrado, com vazamentos e infestado de vespas e aranhas” diz Corey. “Eu vivia me perdendo porque a casa tem muitos quartos. Era como morar na mansão assombrada do Disney World. Nos deu o ânimo necessário pelo menos, então acho que a gente devia agradecer no encarte”.
O Stone Sour faz muitas coisas de forma brilhante, e fizeram muito disso para o “Audio Secrecy”, começando com “Mission Statement“, uma faixa eletrizante, que te prende com muita intensidade. “Te dá um soco na cara e te puxa pelos cabelos como um homem das cavernas” diz Corey. Antes do lançamento, a música foi colocada para download, e os fãs responderam a isso baixando a música mais de mil vezes só na primeira hora. A música alcançou a marca de 50 mil downloads nos dois dias em que ficou disponível.
Entre as faixas, os destaques vão para “Say You’ll Haunt Me“, uma faixa mais melódica; “Hesitate“, uma faixa que lembra muito November Rain (Guns ‘n Roses) por ser melódica e melancólica com uma orquestra de cordas. Sobre essa música, Corey disse que as letras são pessoas, e fala sobre relacionamentos, sobre ser pai e achar sua alma gêmea. A música foi escrita para mostrar a todo mundo para que as pessoas possam se relacionar com isso.
O título do álbum é uma brincadeira de palavras para “Idiosyncrasy” (excentricidade). Corey diz que é um fã de coisas com duplo sentido e metáforas. “Tem tantas coisas que essas duas palavras juntas poderiam significar. Como título, se encaixa pefeitamente ao álbum.”
Para o guitarrista Josh Rand, a música “The Pessimist” tem um significado especial. “É a música mais pesada que nós já fizemos. Passei um dia e meio estudando a escala Hindu para a guitarra principal. O Solo tem um som especial”. Na música vemos um solo de Josh preciso, poderoso e melódico, é um sentimento único.
“Uma coisa boa sobre o Stone Sour é que temos cinco compositores, e o som parece cinco peças de roupas se juntando para formar um cobertor” diz Taylor. “Tudo o que você tem que fazer é prender as linhas um pouco mais forte para juntar essas peças. Todos na banda trouxeram material e com isso fizemos um álbum maravilhoso.”
“Threadbare” foi escrita por Roy e marca sua estréia como compositor. “A banda foi muito legal e me encorajou a escrever também. É uma das faixas mis longas e estranhas do álbum. Estou muito feliz que todos gostaram e transformaram em uma música do Stone Sour, é uma pequena montanha russa de emoções.”
Economaki também comenta sobre a faixa: “É absolutamente épica. Tem melodias limpas e leva o ouvinte a uma dimensão totalmente diferente.”
A dupla de guitarras que é a marca registrada do Stone Sour, volta ainda maior com Jim Root e Josh gravando ao mesmo tempo. Não teve necessidade de muita mixagem, eles gravaram algo mais old school, os dois entraram no estúdio e simplesmente tocaram. Rand disse “somos como cinco pessoas tocando em uma garagem, e isso reflete na música. Tem uma música para cada humor que você possa ter durante o dia”.
“Esse álbum realmente representa tudo que a gente sempre ameaçou fazer”, diz Corey. “Tem tantos sentimentos e estilos diferentes… É provavelmente a melhor coisa que fizemos”.
Essa é uma bela declaração, considerando os trabalhos de Corey, que incluem seu outro trabalho como vocalista na banda multi-platina e vencedora do Grammy “Slipknot” que também conta com Jim Root na guitarra.




